Nos planos de saúde, o reembolso é um recurso valorizado porque amplia a liberdade de escolha e permite utilizar profissionais fora da rede credenciada, dentro das regras e limites previstos em contrato.
Ele pode existir em diferentes tipos de contratação, como planos individuais, familiares, por adesão ou empresariais. Isso depende da operadora, da categoria do plano e das condições contratadas. Também existem companhias e produtos que não oferecem reembolso.
Por isso, mais importante do que saber se o plano tem reembolso é entender quanto ele reembolsa, em quais situações pode ser usado e se essa liberdade realmente combina com a forma como o plano será utilizado.
QUANDO O REEMBOLSO PODE AGREGAR VALOR DE VERDADE
O reembolso pode fazer bastante diferença quando existe o hábito de consultar médicos fora da rede credenciada, quando há preferência por determinados profissionais ou quando a pessoa precisa de mais flexibilidade de agenda.
Ele também pode ser relevante quando a rede disponível não atende tão bem uma especialidade, uma região ou uma necessidade específica de atendimento.
Nesses casos, o reembolso deixa de ser apenas uma informação no contrato e passa a ter utilidade prática no dia a dia.
QUANDO ELE NÃO TRAZ GANHO REAL
Nem todo plano com reembolso compensa na prática. Quando a maior parte dos atendimentos acontece dentro da rede credenciada, esse recurso pode ser pouco utilizado.
Em muitos casos, o reembolso entra na contratação mais pela percepção de valor do que pela necessidade real de uso. E, como planos com reembolso costumam ter mensalidades mais altas, a contratação pode ficar mais cara sem que essa diferença apareça na rotina de atendimento.
Entenda se vale a pena pagar mais por um plano com reembolso
A Marquesini Seguros calcula se a diferença de mensalidade entre planos com e sem reembolso vale a pena para o seu perfil de uso.
Falar com a Marquesini SegurosIsso acontece porque o valor reembolsado não corresponde a um percentual do que foi cobrado na consulta ou no exame. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o cálculo segue uma tabela de referência prevista em contrato, que a operadora é obrigada a disponibilizar e explicar ao beneficiário. Por isso, o valor que volta para a conta raramente é igual ao valor pago no recibo.
REEMBOLSO NÃO SUBSTITUI UMA REDE BEM ESCOLHIDA
Esse é um ponto essencial. Ter reembolso não resolve, sozinho, uma rede mal escolhida.
No uso cotidiano, o que mais pesa para a maioria das pessoas ainda é a facilidade de atendimento, os hospitais disponíveis, os laboratórios acessíveis e a experiência prática com o plano.
Por isso, antes de valorizar o reembolso, é preciso olhar para a rede principal. Ela continua sendo a base da escolha.
O QUE DEVE ENTRAR NESSA DECISÃO
A decisão deve considerar o valor do reembolso, a diferença de preço entre os planos, a frequência de uso fora da rede, a qualidade da rede credenciada e a necessidade real de liberdade na escolha dos profissionais.
Quando essa análise é bem feita, a escolha fica mais clara. O reembolso pode ser excelente quando existe uso real para ele. Quando entra apenas como símbolo de um plano mais sofisticado, pode virar só custo adicional.
A melhor escolha é a que funciona melhor na vida real, ainda que não seja a que parece mais sofisticada no papel.